A experiência de um espaço de saúde pode começar antes mesmo do atendimento. Na Revive Clinic, em Ribeirão Preto, a arquitetura propõe justamente essa mudança de percepção: ambientes que desaceleram, acolhem e conduzem o paciente a uma vivência mais sensorial.


Com 450 m², o projeto de fachadas e interiores, assinado pelo escritório Quintino Facci Arquitetos, parte de uma releitura contemporânea dos espaços clínicos tradicionais. Aqui, a lógica não é apenas funcional. Os percursos são contínuos, os ambientes se conectam de forma fluida e a privacidade passa a ser um elemento estruturador do desenho.

A presença da natureza atravessa o projeto como um fio condutor, filtrada por sombras, texturas e pela maneira como a luz incide sobre os materiais. Esse cuidado cria uma atmosfera que equilibra conforto visual e emocional, sem abrir mão da eficiência necessária a um espaço de saúde.


A base material reforça essa proposta: superfícies em microcimento, tecidos naturais e tons neutros constroem uma linguagem atemporal e serena. A iluminação, cuidadosamente desenhada, valoriza volumes e destaca texturas, criando diferentes ambiências ao longo do espaço.



Outro ponto central está na organização dos fluxos. Os acessos e circulações foram redesenhados para separar áreas técnicas das áreas de atendimento, evitando conexões diretas entre ambientes sensíveis, como salas de procedimentos e consultórios. A confidencialidade e o conforto são resolvidos, aqui, pelo próprio desenho espacial.





O mobiliário acompanha essa lógica. Desenvolvido sob medida, prioriza ergonomia, conforto e permanência, qualificando áreas de espera e consultórios sem romper com a unidade do projeto. Tudo isso atendendo rigorosamente às exigências técnicas e sanitárias.

Para o arquiteto, o projeto vai além da tradução de demandas funcionais:
“Mais do que traduzir conceitos de funcionalidade clínica, o projeto se apoia em uma arquitetura sensível, na qual design e composição plástica se equilibram, fazendo com que o espaço ganhe voz ativa no cuidado, cura e crescimento pessoal do paciente.”

Para o arquiteto, o projeto vai além da tradução de demandas funcionais:
“Mais do que traduzir conceitos de funcionalidade clínica, o projeto se apoia em uma arquitetura sensível, na qual design e composição plástica se equilibram, fazendo com que o espaço ganhe voz ativa no cuidado, cura e crescimento pessoal do paciente.”
Projeto: Quintino Facci Arquitetos
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Celina Mello Franco

