Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo

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Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo, com projeto assinado pelo escritório italiano D’Arc Studio

Região da Puglia, Itália: o Vale de Itria é um território entre as províncias de Bari, Brindisi e Taranto. Extensões de oliveiras, trulli (as típicas construções com teto em forma de cone) e masserie (antigas chácaras características da zona) distinguem a paisagem rural imersa numa terra de cor vermelha.

É nesse cenário fascinante, conhecido pela sua produção de vinho e óleo, que o D’Arc Studio, liderado pelos arquitetos Rosa Topputo e Alessio Tommasetti, deu vida a um projeto de design de interiores único: um palmento (ou seja, uma espécie de moinho) em desuso, datado de 1875, renasceu como uma elegante casa de campo.

Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo. Uma grande oliveira em frete a fachada toda branca e retangular de uma casa.
Paisagismo: Gianni Birardi / Fotografia: Dario Fusaro
Deck com duas piscinas, uma pequena e outra grande,, jardim ao lado com oliveiras, e ao fundo uma casa branca
Paisagismo: Gianni Birardi / Fotografia: Dario Fusaro

A casa peculiar, inserida numa região caracterizada pela elevada utilização da pedra local nas construções, reflete e realça o ambiente ao redor, genuíno e rico de tradições, entre olivais que se alternam com campos marcados pela potência do sol. O antigo moinho é agora uma residência onde se vive com tranquilidade, em harmonia com a imensa paisagem.

Desde o início, houve um entendimento especial entre os designers e os clientes que, sob a mesma sintonia estética, trabalharam em um projeto específico para esta propriedade, no mínimo, rara. Simplicidade, respeito à história do local, cal branca e tons quentes, conexões com a natureza: estes foram os pilares definidos para o design de interiores.

Decoração contemporânea, com uma sofá cinza grande, formato orgânico, janelões abertos e a natureza integrada.
Fotografia: Angela Florenzani

O “palmento” histórico é a base em torno do qual tudo se desenvolve. O espaço, caracterizado pela abóbada de cal branca típica da tradição da Puglia, se mistura com as paredes contemporâneas de estuque branco com as quais se cria um jogo material e cromático. A sala é dominada pela presença do sofá On The Rock da Edra, que com a sua forma orgânica cria uma relação de osmose entre essa e o jardim.

Sala com janelões abertos que integram com a natureza, espaço interno e externo integrados
Fotografia: Angela Florenzani
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo. No interior, paredes em cal, decoração contemporânea, uma chaise em couro branco e na parede, prateleiras com livros.
Fotografia: Angela Florenzani

Vivível em 360 graus, é caracterizada por duas paredes de vidro que duplicam o uso do próprio ambiente: um living íntimo que evolui na direção do interior da habitação, sendo também um espaço que estende a vista para além das janelas, as quais emolduram a paisagem como em um quadro. E é precisamente assim que se cria um escambo entre o interior e o exterior da casa, uma contaminação entre o design mais contemporâneo e a forte ligação com a história do lugar. Cada cor, material, textura faz parte de um plano geral que une tudo com um fio condutor: o estreito contato com a natureza.

Ambiente de sala de jantar, paredes brancas e cadeiras me madeira clara.
Fotografia: Angela Florenzani
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo., na sala de jantar, teto em abóboda
Fotografia: Angela Florenzani
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo, com a cozinha contemporânea, armários em madeira
Fotografia: Angela Florenzani

Os detalhes de mobiliário não se impõem como protagonistas do projeto, mas como intervenções discretas com o objetivo de criar um diálogo com o ambiente circundante. A prevalência da cor branca, por exemplo, enfatiza a atenção ao jardim. Da mesma forma, no ambiente da sala de jantar, as cores suaves, as refinadas cadeiras da Vitra dispostas em torno da mesa projetada pelo D’Arc Studio e as formas discretas criam um foco para a abóbada que caracteriza a arquitetura como um verdadeiro protagonista.

Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo, detalhe na decoração, um nicho com uma antiga prensa do moinho.
Fotografia: Angela Florenzani
Arquitetura interior com os arcos e tijolinhos aparentes e tudo pintado com cal, preservando as características antigas
Fotografia: Angela Florenzani
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo. No living a presença de arcos e as paredes em tijolinhos preservam as características da construção antiga.
Fotografia: Angela Florenzani
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo. No living, um nicho abrigada a antiga prensa do moinho, e o teto em abóboda e as paredes de tijolinhos pintados com cal, preservam as características da antiga construção.
Fotografia: Angela Florenzani
Decoração contemporânea, com cadeiras pretas tubulares
Fotografia: Angela Florenzani

A escolha cromática dos objetos está intimamente ligada à escolha dos materiais. O aço corten das mesinhas e das prateleiras da sala do “palmento” combina perfeitamente com os tons quentes da poltrona de couro e os tecidos do sofá. Os tons de laranja se ligam ao vermelho dos campos da Puglia e à tradição do lugar, expressa também pela presença da prensa, elemento (do antigo moinho) fundamental da casa. De fato, o projeto estabelece um vínculo particular com o passado do local e marca a transição de ambiente de trabalho à residencial.

Jardim de uma casa de campo na Italia
Paisagismo: Gianni Birardi / Fotografia: Dario Fusaro
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo
Paisagismo: Gianni Birardi / Fotografia: Dario Fusaro
Na Itália, um antigo moinho datado de 1875 transforma-se em uma casa de campo
Paisagismo: Gianni Birardi / Fotografia: Dario Fusaro

Ao longo do projeto, a ponte entre a tradição laboral antiga e a contemporânea é também marcada pela forte colaboração com o artesanato local, uma escolha que pretende realçar o espírito do lugar. O domínio do artesanato nativo é uma homenagem à experiência local e mais um símbolo da conexão entre o ontem e o hoje. O projeto está em evolução e envolve ainda a construção de uma estufa bioclimática na área externa nos moldes do mesmo conceito que reforça o vínculo profundo com o território e com a história do lugar.

Projeto de Design de Interiores: D’Arc Studio (arquitetos Rosa Topputo e Alessio Tommasetti)
Colaborador: Federica Grimaldi
Desenho funcional das áreas: architetto Angelo Rocco Dongiovanni
Paisagismo: Gianni Birardi
Fotógrafo do ambiente interno: Angela Florenzani
Fotógrafo da paisagem: Dario Fus

 

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Celina Mello Franco

 

Tag: antigo moinho

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