Adriana Valle e Patricia Carvalho, da Migs Arquitetura, são conhecidas pelo primor da marcenaria em seus projetos. São móveis que, além de resolverem a vida, deixam a casa bonita.
“Sempre desenhamos muito mobiliário sob medida fixo. Mas, com o tempo, percebemos que os clientes se mudavam e não conseguiam levar todas as peças para adaptar em outro espaço”, conta Adriana.

A dupla adotou então um novo jeito de pensar, voltado para os móveis soltos. Aí está a origem da Migs Design, marca que acaba de ser apresentada ao público na carioca Arquivo Contemporâneo.

Amigas de infância, Adriana e Patricia são sócias desde 2006. Seguiram caminhos diferentes no início da vida profissional, porém nunca se desgrudaram. A primeira coleção de mobiliário das duas, Carangola, exposta na CASACOR Rio 2022, tem o nome da cidadezinha no interior de Minas Gerais onde costumavam passar as férias.

Memórias e afeto, portanto, permeiam o mobiliário, mas também estão ali os princípios que sempre nortearam o trabalho da Migs Arquitetura: um conceito de casa que precisa funcionar no dia a dia e, ao mesmo tempo, ser uma fonte de prazer e encantamento. Detalhistas, elas cuidam de absolutamente tudo: da conceituação macro à cor da linha do pesponto. Cada etapa merece um olhar minucioso.


Depois de apresentar a coleção Carangola em 2022, houve um período de busca por um fornecedor que produzisse o mobiliário com a qualidade de que Adriana e Patricia não abrem mão. Uma fábrica no interior de São Paulo foi a escolhida. Nesses quatro anos, claro, as duas não pararam de desenhar e uma nova coleção, chamada Entalhes, nasceu.
A inspiração vem da marcenaria japonesa, com suas treliças e cimalhas elaboradas, e de um desejo de adicionar cor, ainda que em pequenas doses, ao cotidiano.
“Colocamos a cor em pequenos móveis ou em detalhes das peças maiores. Em geral, os moradores são refratários a colorir a casa, e essa é uma forma de facilitar e estimular o uso”, diz Patricia.

Ambas as coleções estão expostas na Arquivo Contemporâneo do Casa Shopping, numa ambientação criada pelo arquiteto Alessandro Sartore. A maior parte das peças é feita de cinamomo de reflorestamento, madeira escolhida por lembrar a peroba-do-campo, hoje só encontrada em demolições – o tom mel e o padrão das catedrais são muito semelhantes.

Nos bancos e nas caixas, a madeira surge tingida. Essa opção permitiu aproveitar partes do material em que os veios não estavam tão bonitos. Adriana e Patricia, no entanto, querem que o tingimento se torne um recurso constante em suas peças, uma vez que ele abre diversas possibilidades criativas. Ideias, por sinal, não faltam. Feito o lançamento, as Migs garantem que já estão com a próxima coleção na cabeça.
Contatos Adriana Valle e Patricia Carvalho:
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