Cabotino, diria meu pai. Marqueteiro esperto, alvejariam – ou alvejarão – os detratores. Mas o fato é que escrever em causa própria – eu ainda acho – não faz tanto mal assim se você é induzido por sua própria editora a relatar as alegrias e desventuras de tocar o projeto de sua vida de uma forma compulsoriamente diversa do antigo normal.

Está sendo assim com a nossa mostra e venda anual Modernos Eternos que acontecia em São Paulo – em paralelo à nossa de BH – , e que de uma hora pra outra virou nacional e internacional. Planejar ou viajar foi a primeira questão. Preferi a segunda opção.

E assim, sem sair de casa, usando meu velho e querido smartphone, atingimos em alguns cliques 11 estados do Brasil e mais cinco países onde atuam estes interlocutores amigos e conhecidos: arquitetos, designers em geral e até artistas plásticos que projetaram espaços para a exposição sem qualquer censura, e com um tema inspirador e atual numa casa icônica: modernista que nos fez modernos.

imagem de um caderno com folhas lisas abertos e um celular ao lado

O que eu não contava era com a necessidade de ser tão tecnológico, ainda que a proposta tenha sido a de produzir um evento 100% digital. Logo eu que detesto tecnologia! E como está sendo difícil incorporá-la ao cotidiano!

Já aprendi a embromar a audiência ao aguardar alguém até entrar no ar num talk eletrônico, ou dizer com naturalidade “voltou!”, quando a internet nos permite retornar à transmissão interrompida.

Minha vontade de falar no telefone aumentou e notei que a dos amigos e da minha mãe também. Se as mensagens eletrônicas haviam nos facilitado e encurtado tanto o trabalho, nossa carência pede agora uma falação que não acaba, e não tem mais hora.

Aprendi também a lavar louça ouvindo Live, limpar o chão como substituição ao exercício, pegar sol enquanto trabalho para tomar um pouco de vitamina D. E achar a maior graça ao dar comida e afagar o cachorro enquanto faço uma paradinha que considero praticamente um momento de intenso lazer.

O fato é que produzir o tempo todo fisicamente sozinho, e por todo tipo de necessidade faz um bem danado à nossa cabeça, nos inspira e rejuvenesce, e nos traz a tal da modernidade, ainda que não garanta a eternidade.

Fiz então o meu comercial e convido todos a participar do nosso jogo virtual que se traduz em lindos renders com seus espaços que não existem na velha história, mas no novo real, que é a virtualidade.

Dessa forma, curtam nossa mostra cheia de atrações: ambientações, exposições, e até refeições. Peçam através de nosso site modernoseternossp.com.br e o delivery será feito, num escape permitido mesmo em um evento 100% sustentável, ou quase.

 

Sergio Zobaran

 

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