Depois de quase cinco meses tentando um isolamento social, com escapulidas inocentes e incursões rapidíssimas num pequeno supermercado, comecei a me questionar se meu comportamento era normal.

A definição de normal no dicionário diz que é um adjetivo que traduz “de acordo com a norma, com a regra, comum”.

E você, acha comum ficar mais de 120 dias sem sair de casa? Sem ver os amigos? A família? Sem mar e ar puro? A OMS recomenda quarentena total, alguns amigos quase nem vão até a janela e nunca mais entraram num elevador.

Outros caminham para não perder a sanidade, arriscam um happy hour ao ar livre ou até malhar com um personal a dois metros de distância.

Papos ao celular ou mensagens de whatsapp são o tênue contato com outros seres humanos e foi depois de muito matutar que resolvi sair em campo para ver como está a realidade não virtual. Com máscara, bien sûre, me sentindo como aquela criança que faz besteira escondida dos pais.

Um almocinho caseiro com amigas foi o mesmo que comer, hum, no famoso restaurante dinamarquês Noma – ouso dizer que foi até melhor. Apesar de só conhecer o famoso restaurante através das resenhas.

Foto de uma mesa posta com 4 lugares , toalha rosa e um lustre de papel em cima

 

Pois para quem trabalha com decoração, design e arquitetura é duro ter que tomar contato com as novidades apenas  vendo vídeos e fotos. Assistir lives, procurar algo interessante no youtube já está ficando cansativo.

Quero olhar no olho do outro, dar risada, alisar uma peça de couro, sentir o cheiro de perfumes misturados.

Deve ser agosto, esse mês poderoso, sob o signo de leão (do fogo) que nos dá forças para enfrentar desafios. Não fosse ele denominado assim por causa de Cesar Augustus, primeiro imperador do Império Romano. Só para aumentar sua amplitude, é o mês da chuva de meteoros e dizem os astrólogos que todo mundo possui um Leão em seu mapa astral.

Armada de coragem fui ver de perto as novidades no CasaShopping, que é praticamente todo ao ar livre. Um susto.

foto do estacionamento da Csa Shopping cheio de carro

Foto: Divulgação

Pra quem pensou que iria encontrar caminho livre, conto que tive que procurar vaga no estacionamento lotado. Nos corredores dei de cara com arquitetos que tinham reuniões marcadas e com compradores interessados e atentos.

Segundo as pessoas com quem conversei, todas de máscara, claro, tem sido assim desde que o prefeito liberou os shoppings.

foto do estacionamento do Casa Shopping ceheio de carro.

Foto: Divulgação

Na minha opinião, além dos supermercados, serão as lojas de móveis e objetos as mais procuradas nessa abertura. Esses meses trancafiados em casa deixaram todos com vontade de trocar pelo menos uma coisinha para melhorar o ambiente doméstico. Uma boa oxigenação para o mercado que estava precisando se capitalizar.

Eu mudei muita coisa em casa.

E você? Mudou? Vai mudar?

Tomara que sim. Good vibes.

Foto da capa: Marcio Irala

 

Suzete Aché

suzete.ache@conexaodecor.com

 

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