Projeto combina memória afetiva e modernidade em ambientes amplos

Arquiteta Isabella Nalon esteve à frente de toda concepção do apartamento repleto de histórias e momentos felizes que marcaram a vida do morador.

 

Um projeto de arquitetura de interiores que usa elementos com significados afetivos para os moradores tem o poder de transformar qualquer residência em um verdadeiro lar.

Assim, com várias ideais na cabeça e um projeto na mão, a arquiteta Isabella Nalon idealizou uma proposta perfeita para um apaixonado por viagens, livros e coleções.

Os 180 m² do apartamento, localizado no bairro do Morumbi em São Paulo, foram construídos com memórias do cliente e cada detalhe revela uma história especial.

Todo o projeto foi pensado e executado de forma a compor com os objetos trazidos de viagens e de heranças familiares”, conta Isabella.

Tudo começou pelo pedido principal do morador, um advogado de 40 anos: abrigar seus dois mil livros e suas coleções.

Assim, o ponto de partida foi a estante de laca branca que percorre, de ponta a ponta, a integração entre as salas de TV, estar e escritório.

 

Foto: Julia Herman

 

Compreendendo o espaço entre piso e teto, a organização seguiu uma padronização: na parte do home office, os exemplares sobre direito e outros conteúdos relacionados ao trabalho.

Na sequência, o espaço foi preenchido por romances, biografias e livros de viagens intercalados com objetos de decoração.

Tendo essa definição, Isabella seguiu adiante para pensar na harmonização dos outros ambientes.

Foto: Julia Herman – O tapete geométrico trouxe movimento à sala, que foi mobiliada com tons neutros. O rack azul complementa e traz um ponto de cor a decoração

 

Para a melhor circulação entre os cômodos, alterações pontuais e significativas na planta original com a demolição do quarto de serviço que deu espaço para a realização do escritório, que por sua vez foi integrado com as salas.

O escritório foi integrado às salas de TV e de estar|Foto: Julia Herman

“Quando compartilhei a ideia, meu cliente aprovou na hora, pois observou que desfrutaria ainda mais seu apartamento. A fluidez contribui para esse prazer do estar em casa, que por sua vez atua diretamente na qualidade de vida”, explica.

Mas antes de avançar pelos cômodos, é necessário tirar um momento para falar dos detalhes afetivos.

O charme do apartamento tem início no hall de entrada, onde foram posicionadas nas paredes diversas pequenas carrancas de deuses gregos e romanos que foram trazidas da Sicília, além de um espelho francês– uma belíssima peça de antiguidade.

Ao lado do item, uma plaquinha conquistada durante o caminho de Santiago de Compostela percorrido de bicicleta, transmite boas energias.

Espelho francês antigo ornam o hall de entrada do apartamento | Foto: Julia Herman

Foto: Julia Herman

 

Percorrendo os ambientes é possível perceber o cuidado na escolha dos itens.

A família está muito presente em porta-retratos colocados nas paredes e estantes, além dos objetos que foram herdados.

Na área da TV, um telefone antigo de paredes, um exemplar datado do início do século XX, decora uma das paredes.

 

Telefone de parede é uma herança de família | Foto: Julia Herman

 

Em uma das superfícies revestida de madeira, uma carranca dos índios do Ushuaia, na Argentina, e um escudo africano da tribo Zulu, guardam histórias incríveis de viagens.

Objetos eternizam as viagens e contam histórias vividas pelo morador| Foto: Julia Herman

Ao lado da mesa de trabalho, uma gallery wall homenageia um de seus hobbies: carros clássicos.

Uma bicicleta, relíquia da época da 2ª Guerra Mundial, completa esse lado do décor, demonstrando mais uma de suas paixões.

Foto: Julia Herman

Peças recolhidas durantes os anos e guardadas com carinho estão por todo imóvel.

Foto: Julia Herman

Na bancada do lavago, revestida com pastilhas de madrepérola, apoia uma cuba de sobrepor, de louça.

Além da parede espelhada, Isabella elegeu um exemplar de espelho veneziano para complementar o charme.

 

Foto: Julia Herman

A mesa principal para o café da manhã, almoço e jantar ficou na varanda gourmet, pois não havia a necessidade de ter duas mesas grandes”, explica Isabella Nalon.

Assim, o ar de varanda foi mantido com a ajuda do revestimento em madeira de demolição instalado em uma das paredes e revestindo a churrasqueira, a antiga cristaleira e o piso de porcelanato que remete ao ladrilho hidráulico.

Foto: Julia Herman

Foto: Julia Herman

Foto: Julia Herman

 

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Celina Mello Franco

Liliane Abreu

Tag: Memoria Afetiva – Isabella Nalon

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