Se o que eu gosto representa o meu gosto, você acha que uma referência – um dos termos mais em voga, até por conta do nosso maior consultor, a internet – é o suficiente para aprimorá-lo, ou simplesmente uma ferramenta para ali encontrar aquilo que você realmente gosta e quer?

Porque, hoje em dia, pessoas buscam referências muitas vezes para validar – ou mesmo achar ou descobrir – seu próprio gosto.

Está certo isso, será que é realmente necessário?

Antes de mais nada: qualquer fato ou método ou técnica novos, ou relativamente recentes, devem ser encarados de frente e de maneira natural, e não com preconceito, indiferença ou desdém, tipo: “não preciso, não entendo pra que isso serve, já tenho meu próprio gosto”.

De alguma forma, seu gosto provavelmente é o resultado de uma soma ou um acúmulo de referências, sejam elas aquelas vindas à tona através de memórias afetivas, estudo, pesquisa, opiniões alheias ou típicas de sua origem, sua educação, seu entorno, sua vivência, aí incluídos os lugares onde vive/viveu, a educação que teve, os aprendizados de uma existência.

Referência não é e nem deve ser determinante, algo definitivo ou preceito a ser rigidamente seguido.

Também, como dizem agora, “é sobre” (“it’s about”) buscar informação pertinente àquilo que se deseja conhecer mais, ou sobre entender melhor as coisas a partir de situações ou criações prévias às quais você não tinha acesso até então.

Considerações minhas: use e abuse das referências (inclusive na internet, que nos propicia o acesso a milhões delas) sem que elas sejam determinantes em suas decisões, mas apenas background e/ou fio condutor de suas próprias decisões, às quais devem ser sempre acrescentados valores como pertinência, criatividade, bom senso, intuição e, por fim, seus mais profundos pensamentos.

Porque, acima de tudo, usar sua própria inteligência e discernimento faz parte, e pensar não custa nada, e vale muito na hora de optar pelo que é certo ou errado, bom ou ruim, bonito ou feio.

Vetores tão particulares que caracterizam a sua personalidade, a sua individualidade, o seu ser – este que deve ser considerado como o mais importante dos seus bens, e que não requer qualquer referência além de você mesmo.

 

Sergio Zobaran

 

 

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